FC Porto

Pinto da Costa arrasa Varandas e Rui Costa

Na noite do título, Pinto da Costa mostrou-se muito emocionado. Fez algumas declarações, poucas, mas ainda muito toldado pelas emoções fortes, pela conquista de mais um campeonato com o FC Porto. No entanto, menos de 24 horas depois, o presidente portista já estava de volta ao seu modo mais mordaz, a disparar em todas as direções.

Questionado se já tinha recebido os parabéns dos seus homólogos de Benfica e Sporting, Pinto da Costa foi bastante ácido. “Felicitações? Do Rui Costa não recebi”, atirou sem se prolongar muito. Já sobre o presidente do Sporting, teve algumas palavras mais irónicas.

Nem do Varandas. O Varandas ainda deve estar a pensar que vai ser campeão, ainda deve ter esperanças…”, continuou o presidente portista, no seu bom humor habitual.

“Não recebi, também não senti a falta. Agora, recebi de muitos dirigentes, de antigos dirigentes e antigos jogadores, tanto nossos como de outros clubes. Ontem não tive mãos a medir para responder a todas as mensagens”, disse o presidente do FC Porto, em declarações à Porto Canal.

O presidente também deixou alguns reparos ao poder político e voltou às acusações contra o centralismo em Portugal.

“Do Presidente da República não recebi nada, do Governo recebi uma mensagem de parabéns, através de um diretor, do Secretário de Estado do Desporto, de resto nada. O senhor primeiro- ministro teve o cuidado de felicitar o FC Porto, falando dos treinadores, dos atletas e dos adeptos. Teve o cuidado de por de parte os dirigentes.

Sinto-me felicitado numa pequena parte porque sou adepto, mas como presidente acho que fui propositadamente excluído, o que não me faz diferença nenhuma. O poder político tem aquela mentalidade de que Portugal é Lisboa. Quando o Sporting ou o Benfica vencem fazem uma festa, recebem-nos e fazem discursos; quando o FC Porto ganha o Presidente da República aproveita para dizer que façamos a festa e depois dá os parabéns ao Sporting, ao Benfica e ao SC Braga porque ficou em quarto lugar. Mas isso é perfeitamente normal num país que é ridiculamente centralista, não podemos esperar mais do Presidente da República e do primeiro-ministro”, atirou, muito duro, Pinto da Costa.

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