Benfica

Pizzi nega ter ‘despedido’ Jorge Jesus e conta a sua versão dos acontecimentos no Dragão

Muito sinceramente, não me sinto responsável pela saída do míster Jorge Jesus

Pizzi não teve vida fácil nos últimos meses. O jogador foi acusado de ter responsabilidades no mau momento do Benfica, incluindo a relação conturbada entre plantel e Jorge Jesus, que teria ditado a saída do treinador do clube, em dezembro último.

Agora, o internacional português deu uma grande entrevista ao jornal Record e falou sobre os momentos que teriam precipitado essa saída do treinador. A cumprir um empréstimo no futebol turco, o jogador conta a sua versão sobre esses momentos no Dragão, depois da derrota por 3-0 para a Taça de Portugal, que teriam, então, precipitado a saída do treinador, quando as coisas já não estavam boas.

“Muito sinceramente, não me sinto responsável pela saída do míster Jorge Jesus. Sempre fui um jogador que apreciou bastante o míster Jorge Jesus, enquanto treinador e enquanto pessoa. O que se passou foi que, depois do jogo no Porto, aconteceu uma coisa completamente normal dentro de um balneário”, começou por dizer o Pizzi, sobre o momento de maior tensão, por causa do mau resultado.

“Mas eu, sendo um dos capitães, tive uma voz mais ativa, porque foi um jogo em que nada nos correu bem. E quando disse isto, estava a dizer no geral; nunca falei de A, B, C ou D, falei do geral, da equipa, do que se tinha passado, e era algo para nos melhorar no futuro.

É o normal dentro de um balneário, toda a gente a dizer ‘Calma, calma’, ‘bora, já passou’. Aquilo acabou ali. Nunca tive nenhum problema com o Luisão. Fui colega do Luisão durante cinco ou seis anos, sempre nos demos muito bem, até fora do futebol, quando ele deixou de jogar. (…) A ideia que ficou formada foi que o Pizzi era o culpado de tudo, quando simplesmente queria ganhar aquele jogo, porque era contra um rival direto, senti-me completamente chateado por aquilo que se passou porque quero defender o Benfica até à morte”, continuou o internacional português.

“Nunca tive nenhum problema com o míster Jorge Jesus e sempre tivemos uma ótima relação. O que eu disse ganhou uma proporção que não me pareceu a correta. O que se passou depois com o míster e todo o plantel foi completamente normal. Ele não gostou da forma como eu falei, eu pedi desculpa porque se calhar exaltei-me depois da derrota com o FC Porto e acreditei que o assunto morresse ali. Acabou por tomar outras proporções”, disse o jogador, que no entanto, seria dispensado pelo técnico, logo de seguida.

“Os meus colegas simplesmente contaram aquilo que se tinha passado e que, para eles, não tinha absolutamente mal nenhum. Foi com base nisso que disseram que iam ficar do meu lado porque eu não tinha feito nada de mal. O assunto acabou por morrer ali, mas tomou uma proporção maior porque o míster saiu e culpou-se aquela situação que me envolveu. Quando eu só tentei, do meu ponto de vista, defender o meu clube”, concluiu o jogador, em declarações ao jornal Record.

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